O trabalhador brasileiro tenta investir — mas perde dinheiro com juros.
Um retrato inédito do bolso de quem trabalha, a partir de 2,7 milhões de transações reais de open finance. Não é pesquisa de opinião — é o que de fato acontece na conta.
Pagaram juros, multas ou tarifas no período
Cerca de 2 em cada 3 jogam dinheiro fora com encargos.
Não no principal da dívida — na punição por atraso e crédito caro.
E atenção: isso é separado da dívida. 69% têm dívida parcelada — empréstimo, financiamento ou crediário, com os juros do próprio parcelamento. Os encargos acima são o que se paga além disso, por atraso e crédito caro.
pagam encargos
juros, multas e tarifas — por atraso ou crédito caro. Dinheiro perdido, que não abate dívida nenhuma.
têm dívida parcelada
empréstimo, financiamento ou crediário — o principal da dívida, algo assumido e planejado.
tentam investir
fizeram ao menos uma aplicação financeira no período. Vontade não falta.
têm gastos recorrentes
serviços e assinaturas que se repetem todo mês — quase ninguém escapa.
Investe e se enrola — ao mesmo tempo.
O problema não é falta de vontade. É falta de método. O trabalhador já faz a parte difícil — guarda, aplica, tenta. Mas continua sangrando em encargos que ninguém o ensinou a evitar.
Fazem certo
tentam investir
ao menos uma aplicação no período
Mesmo assim
pagam juros e multas
dinheiro perdido, todo mês
É exatamente esse vão — entre a boa intenção e a execução — que um benefício de saúde financeira preenche.
A dívida não é igual para todos — uma minoria sangra.
Entre quem paga encargos, metade gasta pouco — uma tarifa aqui, uma multa ali. Mas os mais endividados perdem um valor absurdo. A média engana; a desigualdade é a notícia.
Mais de R$ 8 mil por ano só em juros, multas e tarifas — 10× a mediana.
No extremo, os 5% mais endividados acumularam mais de R$ 0 em encargos no período. É esse trabalhador que mais precisa de socorro.
Como medimos
A base
Mais de mil trabalhadores de 36 empresas — todas sediadas em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais — que conectaram suas contas via open finance, totalizando 2,7 milhões de transações reais, categorizadas automaticamente.
O período
Janeiro de 2025 a junho de 2026. O histórico médio é de ~8 meses por pessoa, então valores recorrentes são sempre normalizados por mês.
Privacidade
Todos os números são agregados e anonimizados, em conformidade com a LGPD. Nenhum dado individual é exposto e nenhum recorte com menos de 100 pessoas é publicado.
O que é "encargo"
Juros, multas e tarifas — cobrados por atraso, uso de cheque especial ou crédito rotativo. Diferente da parcela de dívida, encargo é dinheiro perdido: não reduz o que se deve.
Pode publicar. Aqui está tudo pronto.
Os dados deste relatório são livres para reprodução, com crédito ao Observatório InvestPass. Abaixo, um resumo pronto, os números-chave e o contato para entrevistas.
Resumo para a matéria
Um levantamento inédito da InvestPass com 2,7 milhões de transações de open finance de mais de mil trabalhadores de 36 empresas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais revela um paradoxo: embora 85% tentem investir, 2 em cada 3 (63%) perderam dinheiro com juros, multas e tarifas entre janeiro de 2025 e junho de 2026. Isso é separado da dívida em si — 69% têm dívida parcelada, com seus próprios juros, e os encargos são o que se paga além disso, por atraso e crédito caro. E o desperdício é desigual: os 10% mais penalizados gastam mais de R$669 por mês, cerca de R$8 mil por ano, só em encargos. "O brasileiro não tem falta de vontade de cuidar do dinheiro — tem falta de método", afirma Lucas, fundador da InvestPass.
63%
pagam juros e multas
69%
têm dívida parcelada
85%
tentam investir
R$ 669
top 10% — por mês em encargos
Metodologia
2,7 mi de transações reais de open finance · +1.000 trabalhadores · 36 empresas de SP, RJ e MG · jan/2025–jun/2026. Dados agregados e anonimizados (LGPD).
Sua empresa pode mudar esses números.
O InvestPass dá ao seu time o método que falta: app de finanças, conversa 1 a 1 com especialista e educação financeira. Menos juros pago, mais tranquilidade no trabalho.