Observatório InvestPass · Edição #1

O trabalhador brasileiro tenta investir — mas perde dinheiro com juros.

Um retrato inédito do bolso de quem trabalha, a partir de 2,7 milhões de transações reais de open finance. Não é pesquisa de opinião — é o que de fato acontece na conta.

+1.000 trabalhadores 36 empresas · SP, RJ e MG jan/2025 – jun/2026 dados anonimizados · LGPD

Pagaram juros, multas ou tarifas no período

0%

Cerca de 2 em cada 3 jogam dinheiro fora com encargos.

Não no principal da dívida — na punição por atraso e crédito caro.

E atenção: isso é separado da dívida. 69% têm dívida parcelada — empréstimo, financiamento ou crediário, com os juros do próprio parcelamento. Os encargos acima são o que se paga além disso, por atraso e crédito caro.

0%

pagam encargos

juros, multas e tarifas — por atraso ou crédito caro. Dinheiro perdido, que não abate dívida nenhuma.

0%

têm dívida parcelada

empréstimo, financiamento ou crediário — o principal da dívida, algo assumido e planejado.

0%

tentam investir

fizeram ao menos uma aplicação financeira no período. Vontade não falta.

~0%

têm gastos recorrentes

serviços e assinaturas que se repetem todo mês — quase ninguém escapa.

O paradoxo

Investe e se enrola — ao mesmo tempo.

O problema não é falta de vontade. É falta de método. O trabalhador já faz a parte difícil — guarda, aplica, tenta. Mas continua sangrando em encargos que ninguém o ensinou a evitar.

Fazem certo

0%

tentam investir

ao menos uma aplicação no período

Mesmo assim

0%

pagam juros e multas

dinheiro perdido, todo mês

É exatamente esse vão — entre a boa intenção e a execução — que um benefício de saúde financeira preenche.

A cauda do desperdício

A dívida não é igual para todos — uma minoria sangra.

Entre quem paga encargos, metade gasta pouco — uma tarifa aqui, uma multa ali. Mas os mais endividados perdem um valor absurdo. A média engana; a desigualdade é a notícia.

Metade de quem paga encargos (mediana) R$ 62/mês
Os 10% mais penalizados R$ 669/mês

Mais de R$ 8 mil por ano só em juros, multas e tarifas — 10× a mediana.

No extremo, os 5% mais endividados acumularam mais de R$ 0 em encargos no período. É esse trabalhador que mais precisa de socorro.

Como medimos

A base

Mais de mil trabalhadores de 36 empresas — todas sediadas em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais — que conectaram suas contas via open finance, totalizando 2,7 milhões de transações reais, categorizadas automaticamente.

O período

Janeiro de 2025 a junho de 2026. O histórico médio é de ~8 meses por pessoa, então valores recorrentes são sempre normalizados por mês.

Privacidade

Todos os números são agregados e anonimizados, em conformidade com a LGPD. Nenhum dado individual é exposto e nenhum recorte com menos de 100 pessoas é publicado.

O que é "encargo"

Juros, multas e tarifas — cobrados por atraso, uso de cheque especial ou crédito rotativo. Diferente da parcela de dívida, encargo é dinheiro perdido: não reduz o que se deve.

Material para imprensa

Pode publicar. Aqui está tudo pronto.

Os dados deste relatório são livres para reprodução, com crédito ao Observatório InvestPass. Abaixo, um resumo pronto, os números-chave e o contato para entrevistas.

Resumo para a matéria

Um levantamento inédito da InvestPass com 2,7 milhões de transações de open finance de mais de mil trabalhadores de 36 empresas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais revela um paradoxo: embora 85% tentem investir, 2 em cada 3 (63%) perderam dinheiro com juros, multas e tarifas entre janeiro de 2025 e junho de 2026. Isso é separado da dívida em si — 69% têm dívida parcelada, com seus próprios juros, e os encargos são o que se paga além disso, por atraso e crédito caro. E o desperdício é desigual: os 10% mais penalizados gastam mais de R$669 por mês, cerca de R$8 mil por ano, só em encargos. "O brasileiro não tem falta de vontade de cuidar do dinheiro — tem falta de método", afirma Lucas, fundador da InvestPass.

63%

pagam juros e multas

69%

têm dívida parcelada

85%

tentam investir

R$ 669

top 10% — por mês em encargos

Metodologia

2,7 mi de transações reais de open finance · +1.000 trabalhadores · 36 empresas de SP, RJ e MG · jan/2025–jun/2026. Dados agregados e anonimizados (LGPD).

Contato para imprensa

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